O Mineirão foi palco de um grande jogo na noite deste domingo. O Cruzeiro enfrentou o Corinthians em partida válida pelo Campeonato Brasileiro e, apesar do amplo domínio durante a maior parte do tempo, o placar de 1 a 1 deixou um gosto amargo de oportunidade perdida. A torcida celeste, que compareceu em peso, sentiu que, sim, podíamos mais.

O primeiro tempo começou com a Raposa impondo seu ritmo. A troca de passes rápida e a movimentação ofensiva desmontavam constantemente a defesa adversária. O time criou boas chances e não demorou a abrir o placar: após uma bela jogada trabalhada pelo meio, a bola sobrou limpa para o atacante celeste, que bateu colocado no canto do goleiro. Era o prêmio para a superioridade em campo.

No segundo tempo, o Corinthians voltou mais fechado e apostou nos contra-ataques. O Cruzeiro, talvez sentindo o desgaste da maratona de jogos, diminuiu o ritmo e cedeu espaços. O empate veio em uma jogada de bola parada mal marcada pela defesa. O gol adversário calou o estádio por instantes, mas a torcida rapidamente voltou a empurrar o time.

O final foi de pressão total do Cruzeiro. O time se atirou ao ataque, criou chances claríssimas, mas parou nas defesas do goleiro adversário e na falta de pontaria nos momentos decisivos. O apito final do árbitro foi recebido com um misto de aplausos pela entrega e frustração pelo resultado. Dentro de casa, contra um rival direto, o 1 a 1 tem sabor de derrota.

A atuação foi boa, o comprometimento foi total, mas no futebol de alta performance, o que vale são os três pontos. O elenco e a comissão técnica sabem que é preciso transformar volume de jogo em vitórias. O Campeonato Brasileiro é longo e cada ponto perdido em casa pesa no fim.

O caminho é longo, e a confiança na equipe segue intacta. O Cruzeiro pode, e deve, mais. Seguimos juntos, na raça e na fé. Que a próxima partida seja a virada que todos esperamos.